Tudo o que você precisa saber sobre anabolizantes (ergogênicos hormonais)

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Tudo sobre os Anabolizantes ou (Ergogênicos Hormonais)

Anabolizantes: Se você treina ou não, muito provavelmente já ouviu falar dos Ergogênicos Hormonais ou os ditos anabolizantes (“bomba”).

Muito provavelmente, se você já esteve em um ambiente relacionado a musculação ou ao mundo fitness, certamente já deve ter ouvido muitas coisas a respeito de ergogênicos hormonais, ou pelo vulgar nome, sobre os tais “anabolizantes”. Entretanto, muitos desses aspectos propagados nesse meio, não passam de inverdades e mitos. Obviamente, também existem muitas verdades e, claro, muitas coisas as quais podem ser levadas em consideração, mas, certamente, nesse emaranhado de informações, fica mesmo difícil definir em que acreditar ou até mesmo ao que seguir.

Desta forma, pensando um pouco a respeito não tão somente do uso, mas, principalmente do esclarecimento de alguns pontos é que trataremos a respeito de tudo o que você precisa saber de básico a respeito desse assunto e, certamente, diante dos aspectos aqui mencionados, você terá maior esclarecimento para pensar de forma crítica a cerca disso.

Antes de mais nada, é importante lembrar que este artigo não faz quaisquer apologias ao uso e muito menos recomenda a utilização de substâncias de quaisquer natureza sem uma devida orientação dos profissionais cabíveis para tal.

Portanto, valorize a sua saúde e tenha sempre a responsabilidade em primeiro lugar!

O que são os Anabolizantes ergogênicos hormonais?

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Antes de entendermos um pouco mais afundo sobre ergogênicos hormonais, temos de entender a etimologia do termo em questão.

Ergogênico” significa algo relacionado ao aumento de performance, seja esse algo o que for. Assim, podemos dizer que, por exemplo, o ômega-3, que é um ácido graxo encontrado em alguns peixes, é um ergogênico, pois, ele é capaz de melhorar a recuperação muscular, capaz de aumentar a produção hormonal anabólica endógena entre outros fatores e, portanto, consequentemente elevar a performance.

Da mesma forma, podemos dizer que a creatina, um aminoácido, também é um ergogênico, pois, ela aumenta a força, a resistência muscular entre outras funções.

Porém, quando usamos o segundo termo “hormonal”, estamos nos remetendo a substâncias as quais tem relação direta ou indireta com hormônios e, através desse mecanismo, elevam a performance.

Essas substâncias não necessariamente são hormônios, mas, são substâncias as quais tem interação com os hormônios, a fim de otimizá-los e, portanto, elevar a performance física. Entre estes, por exemplo, podemos citar a testosterona sintética, os pró-esteróides, os pró-hormonais entre outros.

Ou uso de ergogênicos hormonais no esporte e no meio da prática de esportes:

 ➡ Um breve histórico:

Agora que sabemos o que são os ergogênicos hormonais, temos de entender como eles vieram parar dentro dos esportes.

Primeiramente, sabemos que fisiologicamente, hormônios são o “braço do sistema nervoso central” e, através deles é que são desencadeados todos os processos fisiológicos no corpo. Sendo assim, sem hormônios, é impossível que haja vida.

Os hormônios podem ser basicamente peptídicos (GH, Insulina etc) ou esteroides, quando derivados da molécula de colesterol (estrógeno, testosterona etc).

Cada qual, tem seu mecanismo de ação sendo que, basicamente os hormônios esteroides agem no núcleo celular e os peptídicos na membrana celular. Ambos promovem sinalizações de acordo com as necessidades momentâneas.

Os hormônios naturalmente são produzidos em meio endógeno por glândulas. Porém, devido a doenças, disfunções metabólicas, acidentes, ausência de glândulas entre outros problemas, muitos não tem a produção endógena dessas substâncias e, carecem pelas mesmas.

Assim, a ciência passou a desenvolver formas de dar os hormônios via exógena para pessoas com ausência destes compostos. É o caso, por exemplo, de diabéticos (especialmente do tipo I), que utilizam insulina por meio exógeno (normalmente através de aplicações subcutâneas).

A insulina, inclusive, foi um dos primeiros hormônios a ser sintetizado em meio exógeno e, antes disso, a insulina a qual era utilizada em humanos era retirada do porco.

Cada vez mais a ciência se aprimorou em “copiar” essas substâncias presentes em meio endógeno a fim de tratar esses distúrbios.

Um segundo hormônio de bastante referência foi a testosterona, sintetizada nos anos 30 a fim de tratamentos clínicos. A mesma, entretanto, já passou a ser conhecida por suas funções fisiológicas naturais que estão relacionadas a todas as características andrógenas (masculinas) do corpo, entre elas o aumento da massa muscular, a sinalização da lipólise (Queima de gordura) e o aumento de aptidões físicas (velocidade, força etc).

Diante desse conhecimento, pensou-se no uso da testosterona em indivíduos sadios a fim de elevar sua performance.

E assim foi feito nos anos seguintes primeiramente com tropas militares.

E percebeu-se que isso, de fato fazia com que os soldados conseguissem feitos muito melhores.

Nesse ponto, indivíduos foram muito mais além e perceberam também que a testosterona poderia ser utilizada também no meio esportivo para que pudesse fazer “sobre-humanos”. E assim foi feito nos anos 50 na Europa, onde, inclusive, ocorreram os primeiros casos de dopping no esporte, justamente pela desconfiança de que havia algo adicional nesses atletas.

Obviamente, mesmo com os casos de dopping e com a proibição da testosterona sintética em altas quantidades, os estudos (não legalizados, claro!) continuaram ocorrendo e, conseguiu-se modificações da molécula de testosterona, buscando otimizá-la e potencializar suas funções anabólicas e, em contrapartida, reduzir seus efeitos androgênicos.

Pouco a pouco a testosterona e todos os seus derivados passaram a ser inseridos no esporte e, cada vez mais, substâncias e combinações diferentes passaram a ser utilizados fazendo com que pessoas ocupassem lugares e conseguissem feitos os quais talvez não fossem conseguidos naturalmente.

O uso de hormônios esteroides sem sombra de dúvidas talvez é o maior em meio esportivo, porém, não são somente esses hormônios os quais foram e são usados. Diante de inúmeros hormônios peptídicos os quais também podem promover a elevação da performance, estes também passaram a ser usados com diferentes objetivos específicos. Entre eles, obviamente, ocupam o topo da lista o GH (hormônio do crescimento e a Insulina).

Pensar que, unicamente, os hormônios elevam a performance talvez seja um grande erro. Sem sombra de dúvidas, estes também são grandes responsáveis por importantes modificações estéticas as quais são almejadas.

Entre elas, o aumento de massa muscular, a redução da gordura corpórea etc. E, justamente diante disso é que os hormônios, de uma maneira geral hoje ocupam o meio relacionado não somente aos esportes competitivos, mas, ao amadorismo ou até mesmo a prática convencional de esportes por pessoas as quais nunca visariam algo profissional, mas, apenas querem corpos melhores.

Mas, você já parou para pensar em todos os pontos os quais cercamos ergogênicos hormonais? Já parou para pensar que, talvez eles não sejam meramente hormônios e sim, substâncias as quais podem trazer “efeitos colaterais” e não somente benefícios, mas, malefícios também?

Você já imaginou que os malefícios trazidos por essas substâncias diversas vão além dos quesitos físicos e chegam até mesmo aos quesitos mentais e psicológicos?

Anabolizantes (ergogênicos hormonais) efeitos colaterais

Efeitos-colaterais-dos-Anabolizantes

Os ergogênicos hormonais podem trazer benefícios, mas, seria uma grande irrealidade dizer que eles não trazem efeitos colaterais e, principalmente, efeitos esses os quais talvez sejam maiores do que os próprios benefícios dos mesmos.

Primeiramente, temos de entender que os efeitos colaterais ocorrem devido a altas dosagens (maiores do que as fisiológicas) as quais ocasionam sobrecargas e supressões (efeitos rebotes, visto que, tudo que está em excesso no corpo, tende a ser menos produzido a fim de causar uma compensação).

Além disso, muitos hormônios androgênicos causam ações metabólicas que visam uma compensação com os hormônios femininos, fazendo com que, após a descontinuação desse uso, o mecanismo fisiológico natural continue prejudicado e, portanto, ocorra o que chamamos de “aromatização” que é a conversão de hormônios masculinos em hormônios femininos.

Os aspectos relacionados diretamente aos prejuízos à saúde por sobrecargas também existem e, portanto, o metabolismo afetado, trará sérias consequências.

De uma maneira geral, entre os principais efeitos colaterais trazidos pelos ergogênicos hormonais estão:

  • Aumento excessivo ou diminuição excessiva de tecidos, glândulas e órgãos (próstata, coração, fígado, testículos etc);
  • Problemas cardiovasculares, especialmente relacionados com o aumento dos níveis de lipídios sanguíneos, especialmente do colesterol e pela redução de lipoproteínas como o HDL;
  • Aromatização excessiva (efeito rebote);
  • Nas mulheres androgenidade (características masculinas);
  • Aumento da pressão arterial;
  • Prejuízos tireoideanos;
  • Alteração de diversos eixos hormonais endógenos;
  • Câncer e outras doenças hiperplásicas;
  • Alterações psicológicas (aumento da agressividade, depressão, dependência) etc;
  • Alteração nos níveis de crescimento em púberes entre outros.

É impossível mensurar todos os efeitos colaterais dos ergogênicos hormonais, pois, estes são muitos. Além disso, deve-se considerar que tudo dependerá das quantidades usadas, da individualidade biológica, do tempo de exposição à (s) substância (s) etc.

Não há ainda como precisar as formas as quais tragam menores efeitos colaterais, pois, eticamente, é proibido o estudo da ação desses hormônios para fins ergogênicos em humanos, dificultando quaisquer tipos de resultados científicos e/ou com maiores precisões.

Portanto, diante da ética e dos efeitos conhecidos pela ciência do uso dessas substâncias, a recomendação básica é que não se faça uso das mesmas.

Somente hormônios sintéticos são substâncias hormonais?

Somente-hormônios-sintéticos-são-substâncias-hormonais

Ao falar de ergogênicos hormonais, temos de saber que não tão somente os hormônios sintéticos são substâncias dessa natureza. Existem hoje substâncias conhecidas como pré-hormonais, pró-hormonais e pró-esteróides.

Mas, você sabe o que quer dizer cada uma delas?

Substâncias pré-hormonais, são aquelas precursoras de hormônios. Por exemplo: o colesterol, o zinco, o magnésio entre outros, estimulam a produção endógena de testosterona. Eles, normalmente não estão associados com efeitos colaterais, por serem comumente naturais e até mesmo obtidos pela alimentação.

Os pró-hormonais são substâncias as quais de fato são hormônios, mas, não ingeridos prontos. Eles são ingeridos e convertidos dentro do organismo em hormônios. Eles normalmente trazem efeitos colaterais tão severos quanto os hormônios sintéticos. Eles são legais apenas em alguns produtos e em alguns lugares do mundo.

Por fim, os pró-esteróide são substâncias as quais NÃO SÃO LEGALIZADAS EM LOCAL ALGUM DO MUNDO.

São tão poderosos quanto os hormônios sintéticos e trazem severos (e até mesmo mais potentes) efeitos colaterais.

Portanto, não pense que somente os efeitos colaterais valerão para a ingestão do hormônio sintético em sua forma pura, mas ainda, considere essas outras classes de ergogênicos hormonais.

Valeria a pena, portanto, utilizar anabolizante (ergogênicos hormonais) ?

Poderíamos fazer um prólogo a respeito unicamente desse tema e, até mesmo um livro, pois além de complexo, esse é um assunto altamente polêmico o qual envolve a ética, as opiniões pessoais, aspectos psicológicos, sociais, econômicos etc.

Entretanto, é importante salientar em primeira instância que, muitos dos resultados pretendidos pela maioria das pessoas são atingidos com métodos convencionais, desde que eles estejam individualmente corretos e, principalmente, que sejam capazes de promover os objetivos específicos do indivíduo. Dieta, treinamento e descanso, CERTAMENTE SÃO CAPAZES DE PROMOVER RESULTADOS INCRÍVEIS.

E é óbvio que para isso, será exigido esforço e dedicação.

Porém, cada vez mais as pressões sociais fazem com que pessoas optem por caminhos mais fáceis e, principalmente rápidos.

O que ocorre, na realidade é que muitos passam a usar essas substâncias como atalho e não, como modo clínico de promoção a saúde (como, de fato, deveria ser, quando necessário) e muito menos como atletas profissionais fazem, de forma a quebrar limites genéticos a fim de, não trazer benefícios à saúde, mas sim fazer com que algo sobre-humano passe a existir.

A realidade é que, atletas profissionais dedicam a sua vida para a prática esportiva e quaisquer recursos necessários valerão os preços os quais eles tem de pagar. É uma escolha que fazem e que não há quaisquer voltas.

Assim como quaisquer outras profissões tem consequências e fazem exigências específicas desses indivíduos, atletas profissionais também tem o tempo necessário para a máxima performance e, não podem pensar no que “pode acontecer”, mas sim, no que é necessário fazer.

Sendo assim, pessoas comuns não devem e normalmente não estão dispostas a pagar o preço que esses atletas certamente pagarão. Porém, unicamente por ilusões, passam a seguir esses caminhos os quais, certamente se arrependerão no final.

Desta forma, essa não é uma abstenção total de opinião para o uso ou não de substâncias hormonais, mas sim, uma forma crítica de pensar quem realmente deveria destes fazer uso e, uso esse, sempre conhecendo suas consequências e medindo os custos X benefícios.

Portanto, seja crítico quando o assunto forem os anabolizantes ou também chamados ergogênicos hormonais e, mais do que quaisquer desejos, vontades ou pressões, pense que o seu próprio valor e sua própria saúde sempre devem ser levados em primeira instância.

Um papo reto sobre os anabolizantes

Bons treinos e, sejam responsáveis sempre!

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Marcelo Sendon

Marcelo Sendon é Avançado e especialista em nutrição – IFBB - Graduado de Ed. Fisica - Atleta Fisiculturista.

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