Dieta da proteína: Os alimentos permitidos e não permitidos

A dieta da proteína

Alguns aspectos os quais você deve entender:

Já não é de hoje que se fala sobre o uso da dieta da proteína, seja visando o aumento de massa muscular, a redução da gordura corpórea ou mesmo a melhoria na qualidade de vida e em aspectos relacionados com a saúde e o bem-estar.

Entretanto, muitos são também os princípios que refutam essa ideia e a colocam em questionamentos lógicos os quais muitas vezes devem ser levados em consideração.

É fato que muitas são as pessoas que observam excelentes resultados com a dieta da proteína e, em contrapartida, muitas são as pessoas que também relatam resultados negativos, sejam eles durante ou após a realização deste método.

E, justamente por isso que é importante que possamos estabelecer e conhecer alguns pontos essenciais para você saiba se deve ou não optar por este tipo de dieta, bem como quando deve optar por ele (caso deva).

Aspectos esses os quais são solidificados cientificamente, mas, ao mesmo tempo, que são observados na prática, para que não fiquemos nem de um lado, nem de outro nessa discussão.

Então, vamos conhecer um pouco mais deles? Continue Lendo…

Os princípios da dieta da proteína

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A dieta da proteína basicamente tem como premissa tornar a proteína, o macronutriente mais usado na dieta.

De uma forma geral, proteínas são compostos orgânicos que constituem praticamente tudo em nosso corpo: As células são praticamente proteínas e, como bem sabemos, tudo é constituído em nosso corpo justamente por essas células.

Cada proteína exerce uma função diferente no corpo e, isso se deve ao fato de que cada uma delas, possui aminoácidos ligados entre si de diferentes formas. Aminoácidos, são os monômeros das proteínas, ou seja, hipoteticamente dizendo que proteínas sejam muros, então, os aminoácidos só os tijolos que constroem esse muro.

As diferentes combinações e diferentes ligações destes aminoácidos faz com que sejam possíveis de existir a grande gama de proteínas existentes.

Deixando um pouco de lado a estruturas das proteínas, elas podem ter muitas funções no corpo como a constituição estruturas e substâncias (tais quais os hormônios), a formação de células do sistema imune e, por que não citar o fornecimento energético, entre outros?

E é justamente neste ponto que nos interessa chegar para o tema de hoje:

Se as proteínas servem como nutrientes energéticos, ou seja, fornecem calorias ao corpo e, portanto, geram energia, por que não usá-las para essa finalidade, apesar desta não ser sua principal função?

Basicamente, usamos as proteínas em dietas que visam uma redução nos níveis de fontes energéticas primárias no corpo, especificamente de carboidratos.

Isso porque, carboidratos são muito mais facilmente convertidos em gordura corpórea e, por hora, estimulam a secreção de hormônios lipogênicos, como é o caso da insulina.

Assim, teoricamente, conseguimos fornecer energia ao corpo sem que haja sinalizações fáceis para o armazenamento de gordura. Ainda, leva-se em consideração que as proteínas demoram muito mais para serem digeridas (contribuindo para a saciedade), possuem um efeito termogênio muito maior e ainda, são os substratos para a construção de tecidos que devem ser poupadas quaisquer perdas, como o muscular.

A dieta da proteína fora primeiramente utilizada com a premissa de que o homem primitivo

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Ainda nômade não utilizava quantidades elevada de carboidratos em sua dieta. Isso porque, ele vivia próximo a rios e se alimentava tanto da pesca quanto da caça, ou seja, com alimentos proteicos.

E observa-se que esses povos tinham ótimos corpos e dificilmente era encontrado níveis de obesidade neles.

Porém, ao passar para o sedentarismo e ao descobrir o fogo e a agricultura, o homem passou a consumir maiores quantidades de carboidratos, fazendo com que seu peso gordo fosse aumentado. E, inclusive, não é a toa que seu aparelho energético fosse e modificando ao longo dos anos.

A premissa da dieta das proteínas é justamente essa:

Trazer o homem novamente ao primitivismo e às suas origens, buscando fazer com que seu corpo responda como antes, algo que sabemos que não acontece tão facilmente assim.

Estamos, entretanto, falando apenas da manutenção da gordura corpórea, mas, muitos são os indivíduos que usam a dieta da proteína não só para perder peso, mas ainda, para aumentar a massa muscular, o que, por hora, é bastante complicado (e entenderemos adiante porque).

Mesmo no que tange a queima de gordura corpórea, muitas vezes o uso da dieta da proteína pode não ser a melhor alternativa. É necessário antes, que se avalie alguns pontos para então realmente saber optar ou não por ela.

Mas, ainda dando continuidade a ela, existem diferentes referências do que pode ser considerado “dieta da proteína”. Algumas teorias restringem por completo o consumo de outros macronutrietes, especialmente dos carboidratos, enquanto outras, em tanto.

Mas, de uma forma geral, entre os alimentos tipicamente consumidos nas dietas das proteínas são:

– Carnes (brancas, pescados, vermelhas, suínas etc);

– Ovos;

– Queijos sem teores elevados de carboidratos (gorgonzola, provolone, parmesão, Emmental, Cheddar inglês etc);

– Oleaginosas;

– Verduras e legumes (com moderação).

E, entre os alimentos os quais são tipicamente evitados, são todos aqueles que são fontes de carboidratos como:

– Raízes;

– Grãos;

– Cereais;

– Tubérculos;

– Frutas etc..

Em via de regra, as dietas das proteínas chegam a usar mais de 50% do valor energético total consumido em forma de proteínas, podendo este valor ser ainda maior.

As dietas das proteínas e a queima de gordura corpórea

Entre os primeiros objetivos pretendidos com as dietas das proteínas está a redução da gordura corpórea no corpo, concomitantemente a um incremento e/ou manutenção da massa muscular existente.

Isso porque, quando passamos a consumir maiores quantidades de proteínas no lugar de fontes mais facilmente aproveitadas pelo corpo como energia, conseguimos forçar um desprendimento energético maior do corpo (pelas características já citadas das proteínas) e, ao mesmo tempo, fornecer substratos para a construção de tecidos como o muscular e, sem estimular grandes processos relacionados com a lipogênese.

Além disso, a dieta da proteína possibilita com que o corpo entre em um estado conhecido como “cetose”, otimizando ainda mais a utilização de suas reservas energéticas (especialmente de gordura) como energia.

Esse processo de cetose, normalmente ocorre quando há uma baixa nos níveis de carboidratos (mais precisamente de glicogênio) no corpo.

Pareceria tudo muito bom e, realmente fácil, mas, na prática, isso pode até ter alguma aplicação em curtos momentos, mas, a longo prazo, com certeza não conseguimos tantos benefícios assim. Isso porque, quando forçamos o corpo a utilizar demasiadamente a gordura corpórea como energia e, quando restringimos demais a energia mais facilmente disponível a ele (no caso, os carboidratos), em primeiro lugar fazemos com que ele entenda que, frente a estes déficits seja necessário poupar o gasto energético. Isso se deve ao fato do mecanismo de sobrevivência que possibilitou nossa evolução.

Em segunda instância, entendemos que níveis baixos demais de carboidratos, fazem com que alguns compostos presentes no ciclo de Krebs sejam prejudicados e, portanto, o AMPc não tenha sua eficiência.

Basicamente, sabemos que não é possível queimar gordura (pelo menos não de maneira eficiente) sem que estes compostos estejam adequadamente exercendo suas funções.

Você deve estar se perguntando porque muitas pessoas, entretanto, relatam boas perdas de massa gorda com dietas a base de proteínas, não é mesmo? Claro, claro… na realidade, como citado, isso ocorre nas primeiras semanas, apenas, mas, depois o corpo entra em um estado de estagnação e acaba, muitas vezes apresentando prejuízos.

Nas primeiras semanas, a perda de peso ocorre, pois, o glicogênio armazenado no corpo é utilizado como energia. Porém, cada molécula de glicogênio, carrega consigo duas de água, ou seja, cada molécula de glicogênio que perdemos em nossas reservas, faz com que representativamente, sejam perdidos 3g e não 1g.

Após isso, de fato consegue-se estimular uma certa queima de gordura, coisa que, devido ao efeito rebote mencionado anteriormente, não durará muito tempo.

💡 Mas, por fim, é importantíssimo ainda, levarmos em consideração que, pessoas que estão em dietas de proteínas por longos períodos e, por algum motivo, decidem comer carboidratos ou mesmo acabam sendo forçadas por razões maiores, ganham peso muito rapidamente e, muitas vezes, isso não se deve apenas ao glicogênio rapidamente reposto, mas, à gordura corpórea, propriamente dita.

Sendo assim, emergencialmente, até é possível considerar a dieta da proteína como “eficiente”, mas, ela não traz ao indivíduo hábitos os quais possam ser levados para a vida e os quais, de fato possam gerar resultados positivos a longo prazo.

Portanto, é essencial considerar um balanço energético adequado e que contenha adequadamente todos os macronutrientes.

>> Veja como mudar seus hábitos alimentares

A dieta das proteínas e o ganho de massa muscular

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Até pouco tempo atrás não se falava muito em ganhar massa muscular sem um bom consumo energético e, claro, sem um significante consumo nos carboidratos.

De fato, recentemente, muitos são os indivíduos que estão conseguindo aumentar sua massa muscular com o uso de dietas baseadas em proteínas. Mas, seria esse um método eficiente?

Na realidade, pode ou não ser, desde que sejam considerados os seus objetivos. Apesar de, provavelmente um saldo energético positivo ser interessante para o aumento da massa muscular, ele NÃO garante um sucesso máximo neste processo sem um bom equilíbrio dos macronutrientes.

De uma maneira simplória, se você não visa resultados extremos, se você não visa uma conquista grande, então, não precisa sair consumindo bons níveis de carboidratos.

Porém, se você busca resultados realmente significativos, então, haverá a necessidade de um consumo relativamente maior de CHOs. Os grandes atletas do mundo inteiro sempre fizeram isso e, o fazem até hoje, normalmente estes indivíduos com novas teorias de dietas a base de proteínas, até conseguem resultados, mas, não chegam aos pés dos que obedecem as linhas clássicas de nutrição.

O processo de ganho de massa muscular exige boa síntese de glicogênio, exige uma boa disponibilidade de energia nos períodos de recuperação, exige processos insulínicos que são otimizados com o consumo de carboidratos, exige um ambiente anabólico com um balanço nitrogenado positivo (o que é auxiliado pela boa disponibilidade energética advinda dos carboidratos) entre outros itens.

Portanto, para um máximo de eficiência, a dieta das proteínas também não são interessantes quando o assunto é o ganho de massa muscular.

A dieta das proteínas pode trazer malefícios hepáticos e/ou renais? E quanto aos problemas cardiovasculares, ela tem influência?

Muitas pessoas acreditam que dietas a base de proteínas podem trazer malefícios diversos à saúde, como problemas relacionados aos rins, fígado ou mesmo ao sistema cardiovascular.

A realidade é que, para pessoas que não tem tendência a quaisquer destas doenças, não há influência da dieta a base de proteínas.

De uma maneira geral, nem o fígado nem os rins são submetidos a esforços elevados a ponto de serem prejudicados.

Ainda, muitos acreditam que o consumo elevado de derivados de animais pode trazer consequências ao sistema cardiovascular, quando, na realidade, é mais do que comprovado que NÃO! Estudos mostram que você muito provavelmente só irá desenvolver e/ou agravar esses problemas se eles já existirem, especialmente por ordem genética.

Apesar de o artigo demonstrar refuta na dieta das proteínas, certamente temos de salientar o que é VERDADEIRO e, portanto, NÃO, prejuízos renais, hepáticos ou cardiovasculares NÃO SÃO justificativas válidas para deixa-la de lado, sendo os motivos anteriores sim muito mais relevantes.

Conclusão:

Muito falada nos últimos anos, a dieta das proteínas tem alcançado os quatro cantos do mundo. Entretanto, apesar de muito atrativa, a dieta da proteína pode ser não somente ineficiente, mas ainda, gerar efeitos indesejáveis como o rebote, má produção hormonal, perda de massa muscular, entre outras.

Sendo uma dieta meramente emergencial, ela não traz benefícios a longo prazo ou tampouco hábitos que possam ser mantidos por toda uma vida.

Assim, é necessário considerar sempre uma dieta equilibrada a qual possa atender individualmente suas necessidades, de maneira lógica, saudável e eficiente para os resultados os quais você pretende alcançar.

Bons treinos!

Veja também: Um guia para sua nutrição pós treino

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E se eu lhe disesse que você pode construir músculos e perder gordura comendo alimentos que você ama todas as semanas?

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Eu sou Douglas fundador do GanharMassaMuscular.net Minha missão é ajudar as pessoas a assumir o controle de sua saúde e aptidão, seguindo um estilo de vida saudável e agradável que não só lhes dá o corpo que sempre quis, mas permite-lhes viver uma vida longa, vital, livre de doença. Todos os artigos do Ganhar Massa Muscular antes de serem publicados são estudados e pesquisados por fontes cientificas e por métodos utilizados por profissionais da área. Tudo isso para ajudar você, praticante amador ou profissional a conquistar os seus objetivos.

Website: http://www.ganharmassamuscular.net

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